A produção científica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi destaque na terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. O professor Renato Leão Rego, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DAU), conquistou o prêmio na categoria Arquitetura, Urbanismo, Design e Planejamento Urbano e Regional com a obra A Beleza da Arquitetura Contemporânea, publicada pela editora Rio Books. O resultado foi anunciado na noite de ontem (11), durante cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista.
A cerimônia reuniu pesquisadores, professores, escritores, editores, dirigentes universitários e autoridades dos governos estadual e federal para celebrar a produção acadêmica brasileira. Na abertura do evento, a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sevani Matos, destacou o crescimento da premiação, criada em 2024 para reconhecer exclusivamente livros científicos e técnicos. “Nesta edição, alcançamos a marca de 2.085 inscrições, número que evidencia a força da pesquisa e da produção editorial acadêmica no Brasil”, afirmou. Segundo ela, o volume de obras inscritas demonstra a diversidade da produção científica nacional e reforça a consolidação do Jabuti Acadêmico. “Cada obra representa uma trajetória de dedicação, investigação e reflexão. São trabalhos que impulsionam a ciência, a educação e a inovação, gerando impactos que ultrapassam os limites da academia e alcançam toda a sociedade”, comemorou.
A curadora do prêmio, Nina Beatriz Stocco Ranieri, ressaltou que a premiação já se consolidou como uma das mais importantes do país voltadas à produção científica. Em seu discurso, ela afirmou que o reconhecimento vai além da valorização dos autores. “Mais do que distinguir livros de excelência, o Prêmio Jabuti fortalece a ciência, valoriza a cultura, estimula a educação e reafirma o conhecimento como um dos pilares de uma sociedade mais justa, solidária e democrática”, disse.
Também presente à solenidade, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado de São Paulo, Vahan Agopyan, afirmou que o Jabuti Acadêmico preenche uma lacuna histórica ao reconhecer livros produzidos por pesquisadores brasileiros. “Os artigos científicos são fundamentais, mas é o livro acadêmico que consolida o conhecimento. Para nós, já é uma referência um livro acadêmico ter o seu Jabuti Acadêmico”, declarou.
Durante os discursos, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Rodolfo Cabral, afirmou que a premiação simboliza o reconhecimento daqueles que produzem conhecimento no país. “Hoje celebramos uma das maiores riquezas do Brasil: a nossa capacidade de produzir conhecimento. O país que queremos construir depende de mais leitura, de mais ciência e de mais educação”, destacou.
Na categoria vencida pelo professor da UEM, também concorreram as obras A Forma Ética de Vilanova Artigas e Ren Corrêa, de Patrícia Pereira Martins; Cotidiano Conjunto: Domesticidade e Patrimonialização da Habitação Social Moderna, de Flávia Brito do Nascimento; Dizem-me Como Moras, Dir-tei Quem És: Modos de Ler Decoração nos Romances Brasileiros do Século XIX, de Marise Malta; e O Estilo Sob Suspeita: Arquitetura e Modernidade em Archimedes Memória e Lúcio Costa, de Diego Dias.
O anúncio da categoria foi recebido com expectativa pelo público que lotava o teatro. Após a apresentação dos jurados e das cinco obras finalistas, a apresentadora Joyce Ribeiro abriu o envelope e anunciou o título vencedor. “A Beleza da Arquitetura Contemporânea”, declarou, chamando Renato Leão Rego ao palco para receber a estatueta ao lado do representante da editora Rio Books, sob aplausos dos presentes.
Pelas redes sociais, a conquista foi celebrada pelo professor. Em uma publicação feita após a cerimônia, Renato Leão agradeceu à UEM pela trajetória construída na instituição. “Uma honra poder trazer este prêmio para a Universidade Estadual de Maringá! Obrigado, UEM, por ter me permitido chegar até aqui”, escreveu.
ASC/UEM




