O Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Sesduem) aprovou em assembleia no dia 25 de março, um dia de paralisação em 29 de abril. Os professores reivindicam recomposição salarial frente a uma defasagem que segundo o sindicato ultrapassa 47%.
“O governo estadual alega ter promovido reestruturações de carreira em 2023, com reajustes salariais supostamente superiores à inflação para todos os servidores públicos. No entanto, essa narrativa não reflete a realidade dos docentes do Ensino Superior. Nesse caso específico, apenas no final de 2023 — e sob pressão da greve da categoria — houve um reajuste nos Adicionais de Titulação (AT). Ainda assim, a medida adotada pelo governo gerou distorções: foram aplicados percentuais menores para mestres e especialistas, além da exclusão completa de docentes apenas com graduação, o que afeta diretamente professores em atividade e muitos aposentados”, diz o presidente Tiago Ferraiol. O presidente da Sesduem diz que já solicitou à Reitoria da UEM “que assegure o respeito ao direito de paralisação e se posicione publicamente diante das pautas apresentadas pela categoria docente”.
