A história da última etapa do chavismo, encarnada até agora na figura de Nicolás Maduro, não pode ser compreendida sem o clã familiar e político a que pertence Delcy Rodríguez (Caracas, 1969), que acaba de ser empossada como presidente em exercício da Venezuela.
A advogada de 56 anos, que vai liderar interinamente o país caribenho após a captura e extradição do sucessor de Hugo Chávez pelos Estados Unidos, teve uma ascensão meteórica ao topo em Miraflores nos últimos 10 anos. Mas a sua história pessoal e política não pode ser dissociada da figura do seu pai, José Antonio Rodríguez.
O patriarca da família, que acabou por condicionar a história da experiência socialista venezuelana, foi um estudante muito ativo e líder político em vários movimentos paramilitares de esquerda. Mais tarde, fundou a Liga Socialista, um partido com um peso eleitoral insignificante e que promovia o voto nulo.
Em fevereiro de 1976, José Antonio coordenou o rapto de William Niehous, um empresário americano responsável pelas operações da empresa Owens-Illinois na Venezuela e suspeito de ser espião da CIA, a agência de informação externa dos EUA. O guerrilheiro foi preso cinco meses depois por agentes da Direção dos Serviços de Informações Policiais (DISIP), tendo sido torturado e morto quando a sua filha mais nova tinha apenas 7 anos de idade.
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