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Quem muito ama, muito perdoa, não se fecha, sai ao encontro, por Leomar Montagna

"Reflexão: Liturgia do IV Domingo da Quaresma, ano C – 27/03/2022"

Por O Fato Redação
26/03/2022
em Espiritualidade
Quem muito ama, muito perdoa, não se fecha, sai ao encontro, por Leomar Montagna

Na Liturgia deste Domingo, IV da Quaresma, vemos, na 1a Leitura (Js 5, 9a.10-12), que o povo de Israel, que, no deserto, se alimentava com o ‘maná’, chega e celebra pela primeira vez a Páscoa na Terra Prometida. Hoje, nós temos a Eucaristia como alimento de caminhada rumo ao dia em que contemplaremos o Senhor face-a-face.

 

Na 2ª Leitura (2Cor 5, 17-21), o Apóstolo Paulo nos diz para não olhar mais para o passado, pois, agora, em Cristo, somos novas criaturas. Ele mesmo experimentou a graça de Deus em sua vida, por isso caminha com entusiasmo rumo a Terra Prometida: “Eu não julgo que eu mesmo já tenha alcançado a perfeição, mas uma coisa faço: esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Fil 3, 13-14).

 

No Evangelho (Lc 15, 1-3. 11-32), Jesus nos conta a parábola do ‘Filho Perdido’ e nos convida a imitar o gesto do Pai Misericordioso. Para ilustrar esse gesto, em nossos dias, coloco, a seguir, um fato acontecido com uma jovem em relação a sua família e que nos foi contado no Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2001 (nº 59), extraído do romance de Frei Betto: O Vencedor; Ática, 1995. Vejam:

 

“Queridos pais,

Imagino a raiva que têm de mim. Sim, fui muito ingrata com vocês. Larguei os estudos, tornei-me viciada, desapareci. Vim para São Paulo com um amigo e, aqui, passei a viver de pequenos expedientes. Na verdade, afundei-me na lama.

 

O fato é que, agora, estou na pior. Peguei AIDS. O que temo não é a morte. Ela é inevitável para todos nós. Tenho medo é de ficar sozinha. Preciso de vocês. Mas também sei que os maltratei muito e posso entender que queiram manter distância de mim. Cada um na sua.

É muito cinismo da minha parte vir, agora, pedir socorro. Mas, sei lá, alguma coisa dentro de mim dá forças para que eu escreva esta carta. Nem que seja para saberem que estou no início do fim.

 

Um dia qualquer, passarei aí em frente de casa, só para dar um último adeus com o olhar. Se por acaso tiverem interesse que eu entre, numa boa, prendam, à goiabeira do jardim, um pano de prato branco ou uma toalha de rosto. Então pode ser que eu crie coragem e dê um alô. Caso contrário, entendo que vocês têm todo o direito de não querer carregar essa mala pesada e sem alça na qual me transformei. Irei em frente, sem bater à porta, esperando em Deus. Que, um dia, a gente se reencontre no outro lado da vida.

Beijos da filha ingrata, mas que ainda guarda, no fundo do coração, com muito amor.

Assinado: Clara

 

Três semanas depois, antes das cinco horas da manhã, Clara desembarca na rodoviária e toma um ônibus para a Praia do Canto. É quinta-feira, e o vento sul começa a aplacar o calor, encapelando o mar e silvando entre prédios e janelas. Clara desce na esquina e caminha, temerosa, pelo outro lado da rua. Sabe que, a essa hora, seus pais e as duas irmãs costumam estar dormindo.

 

Ao decifrar a ponta do telhado, seu coração acelera. Olha o portão de ferro esmaltado de preto, as grades em lança que marcam o limite entre a casa e a calçada. Vislumbra o cume da goiabeira. Seus olhos ficam marejados. De repente, uma coisa branca quebra o antigo cenário. Não é uma toalha nem um pano de prato. É um lençol branco, com pequenos furos no meio, tremulando entre a árvore e o muro da garagem.

Em prantos, Clara atravessa a rua e corre para casa”.

 

Boa reflexão e que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus.

 

 

Pe. Leomar Antonio Montagna

Presbítero da Arquidiocese de Maringá – PR

Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças – Sarandi – PR

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