Os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), Tito Barichello e Delegado Jacovós, ambos do PL, protagonizaram um debate acalorado no início da segunda sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Arilson havia usado a tribuna para falar da venda da Copel durante a primeira sessão; no discurso, ele acusou os diretores de trabalhar para dar lucro aos acionistas. O deputado criticou a proposta que a A Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel – teria feito à Copel de aumentar a tarifa de energia em 19,2% em média. Chiorato, também apresentou dados que mostrariam que nos últimos doze meses a companhia de energia elétrica teve redução no custo de produção.
“Em alguns setores, como grandes indústrias e mineradoras, o aumento pode passar de 50%”, disse o deputado do Partido dos Trabalhadores.
Após a crítica à privatização, Chiorato passou a criticar o Senador Sérgio Moro, que na janela eleitoral que se fechou dia 4 de abril deixou o União Brasil para entrar no Partido Liberal para disputar o cargo de governador nas Eleições de outubro. Chiorato acusou Moro de nunca ter se manifestado sobre a Copel e de não morar de FATO no Paraná e de não conhecer de FATO o estado.
“Não vamos deixar o Paraná cair nas mãos da extrema-direita”, e voltando a referir-se a Moro sem citá-lo nominalmente, continuou dizendo que “não deixaria o Paraná cair nas mãos daquele que se oportuniza do cargo de Senador para ser candidato a governador num estado que ele não reconhece como seu”. Arilson ainda acusou o Senador Moro de ter usado a Operação Lava Jato para tirar proveito eleitoral.
“O Paraná precisar virar chave, e virar chave significa se livrar das mesmas coisas”, concluiu Arilson chamando a atenção de Requião Filho (PDT), que como é notório, é pré-candidato a governador e deve ter apoio de vários partidos, entre eles do PT de Chiorato.
Depois do intervento de Arilson no plenário, a sessão prosseguiu com várias outras falas que consumiram mais de 35 minutos. Quando o deputado Alexandre Curi (Republicanos) abriu os trabalhos da segunda sessão, o deputado Tito Barichello do PL, pediu a palavra invocando questão de ordem para rebater as críticas que Arilson fez a Moro. O deputado do PT rebateu também alegando questão de ordem e disse que “em momento algum citou o nome de Barichello” e que por isso, o deputado do PL não poderia ter acolhido um pedido de direito de resposta. Diante do impasse, Curi concordou com Arilson e não concedeu o direito de fala a Barichello; foi aí que entrou em cena o deputado maringaense do PL – Delegado Jacovós. “Na sessão da terça-feira passada”, disse Jacovós, “houve um FATO semelhante; o deputado Arilson usou do expediente de ser o último a falar para criticar o Senador Moro e, naquela ocasião o senhor concedeu o direito de resposta”, concluiu o delegado deputado.
Curi então lembrou que houve acordo entre os líderes de bancadas de não inscreverem os parlamentares líderes para falas quando houver realização de mais de uma sessão na mesma jornada, acrescentando ainda que Barichello não tinha sido citado e que Moro não é Parlamentar na Alep.
Barichello então tomou a palavra e chamou a forma de agir de Arilson de “trapaceira”. Arilson respondeu mandando o deputado do PL lavar boca; o clima ficou pesado, com microfones sendo cortados e com os envolvidos trocando acusações mais pesadas e apontando o dedo um para o outro.
O debate acalorado durou ao todo cerca de 6 minutos e só terminou quando Jacovós pediu a palavra para dizer que seu partido, o PL, agora tem 14 parlamentares, que é a maior representação na Casa Estadual de Leis. “Se continuar esse golpe baixo, nós temos maioria no bloco, e assim vamos exigir ser os últimos a falar durante as sessões”, bradou Jacovós, que anunciou que o PL se posicionará como oposição ao governo para ter o direito de falar por último.
Irritado com a fala de Jacovós, o presidente Curi perguntou a qual golpe ele se referia. “Arilson fala por último e nós não podemos responder”, disse Jacovós, que mais uma vez foi lembrado que seu partido havia concordado com o acordo.
O bate boca entre Arilson e Barichello, e as intervenções de Jacovós com a mediação precisa e controlada de Alexandre Curi, pode ser assistida no vídeo AQUI, ou na capa desta matéria.



