A organização Women’s Link Worldwide e a Amnistia Internacional deram esta quarta-feira uma coletiva de imprensa para dar detalhes sobre a denúncia apresentada contra o cantor Julio Iglesias.
Segundo confirmou Jovana Ríos, porta-voz da organização Women’s Link, as duas denunciantes, identificadas com os nomes fictícios de Rebeca e Laura, continuam atualmente empregadas pelo cantor de 82 anos, o que acrescenta uma camada de complexidade e risco ao processo judicial iniciado a 5 de janeiro.
Contexto de servidão e abuso de poder
A denúncia, apresentada ao Ministério Público da Audiência Nacional em Espanha ao abrigo do princípio de extraterritorialidade, descreve fatos que teriam ocorrido entre 2020 e 2021 nas residências do cantor na República Dominicana e nas Bahamas.
As organizações consideram que os testemunhos configuram crimes de tráfico de seres humanos para trabalho forçado e servidão, além de assédio e agressão sexual com lesões.




