Essa semana Tecpar e Sinovac formalizaram acordo com o Ministério da Saúde para fornecimento de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e a biofarmacêutica chinesa Sinovac na sede do instituto, em Curitiba, para a primeira reunião de trabalho que inicia o projeto para a produção conjunta de vacinas contra a raiva humana e varicela.
O Ministério da Saúde assinou nesta segunda-feira (24) o acordo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Tecpar e demais laboratórios públicos selecionados para fornecer produtos estratégicos para o SUS. A solenidade de assinatura dos Termos de Compromisso aconteceu durante a reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis), em São Paulo, e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
O projeto do Tecpar prevê o abastecimento de vacina antirrábica humana, que se dará por meio da parceria com a Sinovac, enquanto a produção da vacina da varicela contará com a participação da Sinovac e da multinacional brasileira Eurofarma.
O diretor presidente do Tecpar , Eduardo Marafon falou com OFATOMARINGA.COM e explicou todas as fases de planejamento da Tecpar para a instalação da fábrica no município de Maringá e confirmou a entrega da obra para outubro de 2026.
Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, é o pontapé inicial da parceria que irá resultar no fortalecimento do sistema de saúde público brasileiro. “O Tecpar vai ser o único e exclusivo fornecedor da vacina varicela e raiva humana no Brasil. Hoje é início de uma grande parceria de sucesso, que reafirma o papel de laboratório público oficial do instituto e coloca o Paraná entre os principais produtores de vacinas para a saúde humana no país”, concluiu.
Nessa parceria tríplice, o Ministério da Saúde atua como regulador do programa e comprador do medicamento, enquanto o laboratório público trabalha como incubador da tecnologia no Brasil. As empresas parceiras são responsáveis por fornecer o produto por determinado período, até a transferência da tecnologia para a produção nacional.
A PDP se desenvolve em fases. Ela prevê o desenvolvimento, transferência tecnológica, absorção de tecnologia, capacitação produtiva e tecnológica. Após a aprovação do projeto, laboratório público e parceiros privados iniciam o fornecimento do produto fabricado pelo laboratório farmacêutico privado, enquanto inicia-se, simultaneamente, o processo de transferência e internalização da tecnologia.
A partir da finalização dessa etapa, que tem como prazo máximo dez anos, o Ministério da Saúde verifica o processo de transferência de tecnologia efetiva e mantém a aquisição do produto diretamente do laboratório público participante da política.
Com informações da Agência de Notícias do Paraná




