“Certamente esse processo serve como alerta para todas as práticas que um vereador tem quer”, disse em entrevista a OFATOMARINGA.COM, o presidente interino da Câmara Municipal de Maringá, vereador Sidnei Telles (Podemos), responsável pela condução da sessão especial que na manhã desta terça-feira (29) votou e com ampla maioria absolveu a vereadora do PDT Ana Lúcia Rodrigues das quatro denúncias feitas por um ex-assessor parlamentar.
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Analisando o enredo e não o mérito da novela que começou no início de maio e terminou somente hoje, Telles disse que processos desse tipo “geram desconforto também nas relações políticas”, porque se deixa de lado o debate das ideias para se concentrar em situações como um processo que pode culminar em cassação, toma um grande tempo da Casa de Leis, divide atenções e atrapalha o rendimento dos trabalhos do Legislativo”.
Mas é sobre o Decreto Lei Federal 201/1967, que Telles tece as maiores críticas. Para ele, a Lei está em desacordo com o estatuto da Comissão de Ética do Legislativo maringaense. “Precisamos criar uma comissão que atualize o estatuto regimentário da Comissão de Ética para que ele se adeque ao Decreto Federal, mas que ao mesmo tempo permita discutir outros tipos de punições porque no Decreto Lei só temos duas alternativas, absolver ou cassar, mas O FATO é que determinadas condutas poderiam ser corrigidas com penas menores”.
Para o presidente interino, o regimento atual da Comissão de Ética da Câmara não atende as necessidades do cidadão. “É isso que o Ministério Público e o Judiciário questionam”, pontua Telles, “por isso precisamos atualizar o regimento”.
“Certamente a experiência do segundo processo de cassação que a Casa enfrenta em menos de dois anos, vai levar os vereadores a pensarem nas práticas de trabalho dentro de seus gabinetes, porque essa denúncia foi de caráter pessoal, não foi contra a atuação do vereador como parlamentar”, concluiu o experiente vereador.



