O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou nesta quinta-feira (3), durante encontro com moradores e produtores rurais na Colônia Murici em São José dos Pinhais, que terá uma postura firme na cobrança por melhorias no serviço da Copel. Diante dos relatos de quedas sucessivas de energia, inclusive de moradores que chegaram a ficar três dias sem luz, Moro afirmou que vai exigir investimentos e qualidade no fornecimento.
O encontro foi promovido pela Associação de Moradores, Comerciantes e Agricultores da Colônia Murici e Região (ANCA), reuniu produtores, comerciantes e empreendedores do turismo rural, agricultura, pecuária leiteira e produção de peixes. Estiveram representadas as comunidades de Gamelas, Avencal, Papanduva da Serra, Murici e Antinha, na área rural de São José dos Pinhais.
A presidente da Cooperativa de Leite de São José dos Pinhais, Miri Schulz relatou dificuldades enfrentadas pelo setor. Segundo ela, a cooperativa produz cerca de 12 mil litros por dia, com custo de aproximadamente R$ 2,60 por litro e valor recebido em torno de R$ 2,65. “São cinco centavos para manter a vaca e todo esse esforço”, afirmou.
“A mão firme do governador tem que garantir o bom serviço da Copel. Nós vamos exigir que a Copel preste o serviço de qualidade que historicamente prestou ao povo do Paraná. Tem alguma coisa errada lá e vamos corrigir”, afirmou. “Em visita aqui na Colônia Murici, falando com os agricultores, a grande reclamação é energia ruim, quedas sucessivas da Copel, gente que ficou até três dias sem energia em suas casas. No governo do Estado, nós vamos cobrar da Copel um plano de investimento que resolva, em definitivo, esse problema da queda de energia. Ainda mais num contexto em que está cobrando mais de 20% na conta de luz. É inaceitável”, disse o canditato.
O candidato também afirmou que a eventual privatização da companhia precisa resultar em melhoria efetiva do serviço prestado à população. “Eu sou favorável à privatização, mas a privatização tem que resultar em um serviço de maior qualidade e não menor. E, com a caneta do governador, é isso que a gente vai exigir da nossa empresa paranaense, com toda a força que o governo tem”, acrescentou.




