“Foi uma surpresa muito desagradável, mas fui tratado muito bem”, disse o médico ortopedista Carlos Eduardo Saboia à imprensa, sobre O FATO que sua clínica da Rua José de Alencar, zona 4 em Maringá, tenha sido um dos seis alvos de uma Operação da Polícia Civil do Paraná realizou na manhã desta quinta-feira e que investiga a emissão de laudos médicos utilizados para a obtenção de isenções tributárias na compra de veículos. Entre os benefícios que são concedidos a pessoas com deficiência, estão isenção de ICMS, IPI e IPVA.
Outros cinco sujeitos também foram alvo da Operação da PC – leia AQUI
“É um direito que eu tenho; a realidade é que minha clínica, é uma clínica privada e credenciada ao SUS. Eu nunca fiz um laudo para paciente do SUS”, argumenta o médico. “Se viesse um paciente com uma guia do SUS para eu emitir um laudo, eu não cobraria nada; os que tenho atendido são pacientes de uma clínica privada. Os pacientes que vieram à clínica para esses laudos PCD, vieram em modo particular; não vieram por nenhum convênio. Estou aguardando intimação para prestar esclarecimentos, porque minha defesa é muito clara”, argumenta Saboia que foi vereador em Maringá na Legislatura entre 2009 e 2012.
A INVESTIGAÇÃO DA PC >>>
Conforme o delegado da PCPR Thiago Vicentini de Oliveira, o esquema envolvia profissionais da saúde e despachantes. Corretores realizavam a captação de interessados e direcionavam os pacientes a uma clínica médica. No local, médicos emitiam laudos de incapacidade com base no credenciamento da clínica ao SUS, requisito exigido para a concessão da isenção.
“Os investigados exigiam pagamento para a emissão dos documentos. Os valores variavam entre R$ 300 e R$ 1 mil, pagos em dinheiro ou por transferência bancária via Pix”, explica.
O levantamento financeiro da investigação identificou que, apenas em 2025, 324 pessoas foram atendidas por médicos da clínica. Considerando uma média de R$ 725 por emissão de laudo, estima-se que os profissionais da saúde tenham recebido cerca de R$ 170 mil. De acordo com a apuração, por se tratar de uma clínica credenciada ao SUS, os valores não poderiam ter sido cobrados. A PC explica que ‘nesses casos, os médicos são equiparados a funcionários públicos no exercício da função”.




