O Departamento de Segurança Interna afirma que os pagamentos serão efetuados depois de os indivíduos deixarem os EUA, mas os advogados e defensores dos direitos dos imigrantes estão céticos.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que pagará aos imigrantes ilegais 1.000 dólares (5700 reais) para que regressem voluntariamente aos seus países de origem, no aparente próximo passo dos seus planos para resolver o problema. O Departamento de Segurança Interna (DHS) declarou, num comunicado de imprensa, que também pagaria assistência em viagem e que as pessoas que utilizassem uma aplicação chamada CBP Home para informar o governo de que tencionam regressar a casa seriam “despriorizadas” para detenção e afastamento pelas autoridades de imigração. “Se estiver aqui ilegalmente, a auto-deportação é a melhor, mais segura e mais económica forma de deixar os Estados Unidos para evitar ser preso”, afirmou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
“O DHS está agora a oferecer aos estrangeiros ilegais assistência financeira para viagens e uma bolsa para regressar ao seu país de origem através da aplicação CBP Home”, acrescentou.
A aplicação é uma versão renovada da anteriormente utilizada pela administração Biden para permitir que cerca de um milhão de migrantes marcassem consultas para entrar no país de forma legítima.
O DHS disse que já pagou um bilhete de avião de Chicago para uma pessoa regressar às Honduras, acrescentando que foram reservados mais bilhetes para esta semana e para a próxima.
A autodeportação como autoproteção
A administração Trump tem procurado frequentemente apresentar a autodeportação como uma forma de as pessoas que se encontram atualmente no país sem estatuto legal garantirem o seu regresso aos EUA numa data futura. euronews




