“Vencemos duas vezes a reclamante e parece que há vontade que Sarandi fique fora das finais da Liga Nacional de Handebol”, afirma Walmir Fassina, sobre possível desclassificação no tapetão

Confederação responde através de Nota Oficial

"Vencemos duas vezes a reclamante e parece que há vontade que Sarandi fique fora das finais da Liga Nacional de Handebol", afirma Walmir Fassina,  sobre possível desclassificação no tapetão
                
                    Confederação responde através de Nota Oficial

O técnico da equipe de Handebol Feminino de Sarandi não se conforma com a possível desqualificação de suas meninas da fase final da Liga Nacional que será disputada em São Paulo. Sarandi conquistou uma das vagas do hexagonal na quadra e por uma suposta irregularidade em uma carteirinha pode ficar fora das disputas.

“Estamos trabalhando aqui no ginásio de esportes como sempre fizemos, afinal participamos de todas as fases da Liga Nacional e conquistamos a vaga na quadra; inclusive vencemos duas vezes a equipe que está tentando ganhar nossa vaga no tapetão”, diz Fassina. 

O técnico diz que o material que foi apresentado como prova “é fruto de fraude”.  “Eles entraram no sistema da Confederação e emitiram uma carteirinha que nem existe mais e que obviamente só pode estar vencida”, explica. 

Veja o vídeo gravado por Walmir Fassina para O FATO MARINGÁ 

“Há vontade que Sarandi fique fora das finais da Liga Nacional de Handebol”, afirma Walmir Fassina

TAPETÃO: Handebol feminino de Sarandi vence na quadra, mas pode ser eliminado no tapetão (ofatomaringa.com)

A equipe de Handebol Feminino pode ser eliminada das finais da Liga Nacional que será realizada em São Paulo mesmo tendo conquistado na quadra uma das vagas para o hexagonal. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Sarandi, a Confederação Brasileira de Handebol decidiu punir Sarandi com perda de pontos depois que um print de uma carteirinha vencida de uma atleta da cidade foi apresentado como prova nos autos pela reclamante. Sarandi apresentou recurso e aguarda sentença sobre o caso. 

Sarandi enfatiza que a Federação já admitiu que não usa a carteirinha há anos e que todas as carteirinhas dos clubes do Paraná e de outras federações também estariam vencidas. Além disso, Sarandi teria pago todas as taxas exigidas pela Confederação e que a partir disso, a responsabilidade passa a ser da própria entidade.

A direção da equipe sarandiense publicou Nota Oficial nas redes sociais lamentando a decisão da Confederação e enfatizando que a cidade ficaria fora das finais por causa de R$ 40.

Leia a Nota na íntegra

ATUALIZAÇÃO – 17H20

A Confederação Brasileira de Handebol respondeu às afirmações da Sejuv Handebol Sarandi através de Nota Oficial

Leia a Nota na íntegra: 

“NOTA OFICIAL CBHB

Em relação aos fatos envolvendo a equipe de Sejuv/Águas de Sarandi/ASH Handebol e sua participação na Liga Nacional de Handebol Feminina, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) esclarece:

1. Utilizando-se de um direito que lhes assistem, alguns clubes participantes da competição relataram à Procuradoria de Justiça Desportiva junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a suposta ocorrência de infração praticada pela equipe de Sejuv/Águas de Sarandi/ASH Handebol.

2. Diante dos fatos, e entendendo existir indícios de infração, a Procuradoria de Justiça Desportiva ofereceu denúncia junto a uma das comissões disciplinares do STJD.

3. Após regular processo, com oportunidade de defesa e de produção de provas pela equipe do Sejuv/Águas de Sarandi/ASH Handebol, a Comissão Disciplinar entendeu, por unanimidade (cinco votos a zero), que a equipe denunciada praticou infração e, em razão disso, aplicou pena prevista no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

4. A equipe do Sejuv/Águas de Sarandi/ASH Handebol então recorreu ao pleno do STJD, também utilizando um direito que lhe assiste, apresentando as razões de seu inconformismo. O pleno do STJD manteve a decisão de primeira instância por 6 (seis) votos a 1 (um).

5. A CBHb esclarece ainda que existem outros processos, movidos por outros clubes, contra a equipe do Sejuv/Águas de Sarandi/ASH Handebol, para serem julgados pelo STJD. A CBHb deixa claro que vai acatar todas as decisões tomadas pelo Tribunal.

6. Os órgãos da Justiça Desportiva são autônomos e independentes, conforme dispõe a Lei Pelé (art. 52 da Lei nº 9.615/98) e a Constituição Federal.

7. A Confederação Brasileira de Handebol não teve qualquer ingerência nos fatos acima, cabendo-lhe apenas cumprir as decisões emanadas do STJD.

8. Todos os sistemas de informática utilizados pela CBHb são atualizados e contém informações fidedignas”.