As inscrições para a 26ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas para o ano letivo de 2027 estão abertas até 30 de junho. As vagas são para o ingresso nos cursos de graduação de sete universidades estaduais do Paraná, que oferecem, cada uma, seis vagas exclusivamente para os integrantes das sociedades indígenas do Paraná. A Universidade Federal do Paraná oferta 10 vagas.
Este ano o processo seletivo será organizado e executado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e da Coordenadoria de Processos de Seleção (CPS), em parceria com a Comissão Universidade para os Indígenas (Cuia).
As provas estão previstas para o dia 27 e 28 de setembro e serão realizadas nas Terras Indígenas ou em polos específicos em duas etapas: prova oral e prova de conhecimentos gerais, composta por uma redação e 40 questões objetivas, com cinco questões de cada uma das disciplinas: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (Inglês ou Espanhol) ou Língua Indígena (Guarani ou Kaingang), Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química. O link de inscrição e as demais informações estão disponíveis no site da UEPG.
VESTIBULAR
A política pública de incentivo à educação superior para estudantes oriundos de etnias, comunidades e territórios indígenas localizados em todo o Estado está em funcionamento há mais de duas décadas. Anualmente, de forma gratuita, são ofertadas vagas para diferentes cursos regulares de graduação, por meio de um processo seletivo exclusivo.
Do total de vagas, 42 são destinadas às sete universidades estaduais, sendo seis em cada: Maringá (UEM), Londrina (UEL), Ponta Grossa (UEPG), Oeste (Unioeste), Norte (UENP), Centro-Oeste (Unicentro) e Paraná (Unespar). Outras 10 vagas são na UFPR.
No Paraná vivem cerca de 13,3 mil indígenas e aproximadamente 70% pertencem ao povo caingangue, o que reforça a importância e perenidade do projeto. O Estado tem 23 terras indígenas demarcadas pelo governo federal. A UEM é a instituição de ensino superior que mais forma estudantes indígenas no Paraná, com 58 graduados e 75 matriculados que ingressaram pelo vestibular específico até o momento, apesar de ser a mais distante das Terras Indígenas.
O trabalho da Comissão da Universidade para os Indígenas (Cuia), que trabalha para o ingresso e a permanência desses estudantes nas universidades, foi tema do Socializando o Conhecimento, programa semanal da UEM FM.
ASC/UEM




