Terminou bem a odisséia vivida por um filhote de Urubu que permaneceu por pelo menos dez horas com uma das asas e um dos pés feridos numa calçada no centro de Maringá. A ave de rapina foi resgata pelo Instituto Ambiental de Maringá por volta das 13 horas nas esquinas das ruas Joubert Carvalho com Júlio Mesquita
De acordo com a comerciante Ana Paula Vieira, quando ela chegou para trabalhar às 5 horas da manhã, a ave já estava na calçada. Ao abrir a porta, o Urubu foi se alojar dentro do comércio e ficou por lá por mais de duas horas. Ela conta que tentou dar água ao filhote, que acabou indo para a calçada.
Na rua Joubert Carvalho é comum avistamentos de Urubus que constroem seus ninhos no topo dos edifícios do centro da cidade. A teoria dos comerciantes é que o bichinho tenha se ferido ao cair do ninho ou ao tentar seus primeiros voos.

Quando a equipe da OFATOMARINGA.COM chegou ao local, recebeu informações de que um homem aparentemente alcoolizado teria tentado agredir a ave que teria lhe respondido com uma bicada. Uma passante manifestou interesse em levá-lo para casa para tratá-lo, mas foi alertada que aves de rapina são considerados animais silvestres e são protegidos pel Lei Lei nº 9.605/1998 que em seu Artigo 29, estabelece como crime: matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
Quem agride, mata, captura ou mesmo apanha um Urubu, mesmo que seja com boa intenção, vai ao encontro de penalidades que vão de multas a pena de detenção de seis meses a um ano de reclusão.
Para se chegar ao resgate do animal ferido, a equipe de OFATOMARINGA.COM entrou em contato com a secretaria de Bem Estar Animal, que informou que só atende casos de animais domésticos como cães e gatos; depois com a Patrulha Ambiental da Guarda Municipal, que não dispunha de equipe no momento solicitado e também com Polícia Militar Ambiental, que só atende em caso de crimes. Enfim, nossa equipe entrou o vereador Flávio Mantovani que acionou o Instituto Ambiental de Maringá, que enviou até o local três profissionais preparados e equipados para realizar o resgate.
A bióloga Nádia Rodrigues explica que se trata de um exemplar jovem que agora será avaliado, receberá as curas necessárias e depois deverá ser solto novamente na natureza seguindo orientações do IAT.
“Temos que deixar claro que a responsabilidade da captura desse tipo de animal é do estado, e que o Instituto Ambiental acaba realizando a captura para auxiliar o efetivo do IAT que nem sempre dispõe de efetivo para atender a todas as demandas”, disse Nadia Rodrigues, diretora de Biodiversidade do Instituto Ambiental de Maringá (IAM)
A orientação da bióloga a quem eventualmente encontre um Urubu ou qualquer animal silvestre ferido, é entrar em contato diretamente com o Instituto Água e Terra do Governo do Paraná.
“Se o IAT não puder atender no momento, eles mesmos entram em contato com o Instituto Ambiental de Maringá para pedir apoio no resgate”, completou Nadia.
O resgate foi documentado em vídeo pela equipe de OFATOMARINGA.COM.




