FUTEBOL: Foz surpreende, bate o Aruko no Willie Davids e é campeão da Segundona

FUTEBOL: Foz surpreende, bate o Aruko no Willie Davids e é campeão da Segundona

Se o Aruko não tivesse deixado escapar a vitória no domingo passado quando vencia por 3 a 0 em Foz e deixou empatar, hoje os maringaenses precisariam só do empate para ficar com o título, mas não foi assim, então hoje começou querendo ir para cima e se mostrou pouco lucido ao tentar. 

Com apenas 30 segundos de jogo o Aruko já tinha um córner à seu favor; isso mostra bem o espírito ninja que os maringaenses vieram para a partida que vale o titulo da Segundona. Adversário, o incômodo Foz, tentou não se fazer encurralar, mas a posse de bola desde o apito inicial ficou com o Aruko. 

Aos 5 minutos André Carlos recebeu na intermediária de ataque e depois de deixar um defensor para trás, foi derrubado. Na cobrança de falta o Aruko quase chega ao gol. O Aruko marca forte e não deixa o Foz tramar. Matheus Martins colou no pé uma bola girada da Duque de Caxias para a Herval na altura da intermediária de ataque; olhou para o zagueiro, deu um corte seco para o meio e soltou uma paulada que fez com que o goleiro Julio César tivesse que se esticar como o homem borracha para rebater a bola que tinha endereço certeiro. 

O Foz não renunciou ataque, mas tem muitas dificuldades, tanto que aos onze minutos teve uma falta a seu favor na intermediária no ataque e não conseguiu produzir nada, nem para assustar e mostrar que estava no jogo, mas o Aruko sabe que o Foz é movido à alcool e que demora para esquentar, mas que depois que esquenta fica perigoso e por isso, trata de aumentar a pressão no meio campo e de pressionar a saída de bola do time das três fronteiras. 

O empate neste domingo levaria a decisão do campeonato para as cobranças de pênaltis, e talvez seja isso que pretenda o Foz. 

Aos 23 minutos minutos o Aruko chega duas vezes. A primeira com jogada ensaiada em falta central na altura dos 30 metros. Cobrança com um chuveirinho buscando quem vinha de trás. Matheus Martins invade a área e fuzila com um cruzado que é desviado por um zagueiro. Na cobrança de escanteio o goleiro Julio Cesar subiu mais e tirou a bola da cabeça de André Carlos.

A partir daí, o jogo começou a ficar mais equilibrado, pelo menos no que diz respeito a posse de bola.

O Samurai tem pressa, quer abrir logo o placar, mas a pressa atrapalha e o Foz começa a apertar a marcação, diminuindo os espaços para a criação. Thiago Martins e Matheus Miranda finalizam em modo pouco preciso aos 38 minutos; poderiam ter levantado a cabeça, mas o time segue afobado.

O gol começa a madurar, mas o fim do primeiro tempo se aproxima e o Aruko chega mais duas vezes perto do objetivo antes do apito final.

O primeiro tempo termina com um justo zero a zero; apesar da maior porcentagem de posse de bola, o Aruko criou pouco e de quebra Thiago Santos teve que salvar a pátria ao tirar o gol num contra-ataque fatal do Foz no último segundo do primeiro tempo. 

Em resumo: Poderia ter sido pior, já que a melhor chance de gol foi mesmo do Foz. O adversário de hoje, preparou bem o jogo antes de vir para Maringá, mas o intervalo pode trazer mudanças importantes; de peças e de comportamento das equipes em campo, mas isso vale para os dois lados. 

SEGUNDO TEMPO 

Tiago Miranda sai. Entra Michel Potiguar; essa foi a mexida de Rafael Andrade que troca um meia por um atacante. A ideia é ir para o tudo ou tudo, mesmo com o risco de dar em nada, mas é dever tentar. 

A temperatura cai em Maringá e a arquibancada coberta faz sombra em grande parte do campo. Frio também é o jogo no inicio com o Foz se arriscando mais. O jogo fica mais aberto e Hermínio parece ter sido derrubado no limite da área; tudo antes do primeiro minuto do segundo tempo. 

O Foz se mostra experiente e cozinha o jogo tentando manter a posse da bola sem avançar muito; a estratégia funciona e o Foz começa a gostar do jogo. Aos 4 minutos Vítor Nascimento acertou um tirombaço que obrigou Thiago Santos a fazer defesa importante. 

O Aruko se esperta e tenta pegar as rédeas da partida. André Carlos chega um milimetro atrasado na bola cabeçeada por Hermínio e que passou em frente ao goleiro. A pressão durou dos 4 aos 8 minutos e o jogo seguiu equílibrado e no lance seguinte o Foz chegou novamente com perigo, mas o impedimento impediu o êxito da jogada. 

FOZ ABRE O PLACAR

É um cá e lá com o Aruko criando mais, mas sem levar perigo efetivo. Aos 16 minutos Copete acerta o travessão do Aruko e deixa o bom número de torcedores que compareceram ao Willie Davids com frio na espinha. O jogo é aberto e o Aruko quer manter a escrita de nunca ter perdido em casa, mas é o Foz que Copete acerta outro belo chute, só que dessa vez a bola vai no ângulo e Thiago Santos só assiste a bola morrer no fundo das redes. 

Se um minuto antes deu um frio na espinha, agora atrás no placar, o silêncio calou no Willie Davids e se ouviu bem os gritos de alegria dos jogadores do Foz. 

Depois do gol, o Aruko se mostra desorganizado, com jogadores perdidos e fora do esquema tático. O time maringaense é valente e parte para o tudo ou nada. Aos 25 Hermínio é bloqueado por Julio Cesar que viu o atacante do Aruko ficar cara a cara com ele. No escanteio o zagueiro do Foz cortou uma cabeçada de Hermínio que tinha endereço certo. 

O tempo passa e o Aruko não produz nada de efetivo; não consegue criar e o Foz usa a experiência para fazer o tempo passar. O extremo defensor Julio Cesar pede atendimento para esfriar a partida, e funciona, o relógio mostra 30 minutos. 

O Aruko que nunca perdeu no Willie Davids, hoje está perdendo o título e mesmo em jogadas individuais. Michel partiu da lateral, driblou um zagueiro invadiu a grande área e pressionado chutou como deu para a defesa fácil de Julio Cesar. É o melhor que pode o Aruko hoje. 

Rafael Andrade tenta a carta Juninho quando faltam só 9 minutos; ele entra no lugar de Matheus Martins. Trocou seis por meia dúzia ou pode dar certo ? Saberíamos em poucos minutos, entretanto o Foz continua a marcar forte. Juninho pega na bola aos 38 e parte para cima, tenta incendiar o jogo, mas nas duas vezes que conseguiu cruzar na área, ninguém chegou com força e direção suficiente para chegar às redes. 

40 minutos, o tempo joga contra o Aruko que precisa achar um gol para levar a decisão para os pênaltis. 2.091 expectadores entre pagantes e não foram ao Willie Davids para ver o Foz matar o jogo com um gol e depois segurar o resultado com um esquema tático e muita cera. 

A experiência começou a fazer a diferença, e depois da cera o Foz ainda troca mais dois jogadores para ganhar mais tempo. O árbitro anuncia sete minutos de acréscimos e se o Aruko jogasse como sempre joga daria tempo para tentar o empate. 

46 minutos, tem escanteio para o Aruko; Michel cobra na cabeça de um maringaense que desvia para André Carlos que faz o gol, mas estava impedido. Um minuto depois o Aruko mete uma bola na trave e os jogadores do Foz desabam de novo. O tempo passa e aos 49 a bola é levantada na área, todo mundo fura menos Julio Cesar que segura e faz cera. 

50 minutos de jogo, o Aruko tem outro escanteio. Michel levanta na área, o abafa não funciona e última chance do Aruko parece ter ido pelo ralo. O árbitro apita e os jogadores do Foz desabam novamente, só que dessa vez de alegria. O time das três fronteiras é campeão da Segundona. 

O Foz que no ano passado perdeu o título da Terceirona lá em Foz para esse mesmo Aruko se vinga, quebra a invencibilidade do Aruko e fica com o título. No ano que vem, os dois se encontram de novo na primeira divisão. 

Ao final do jogo o comentarista Marcelino Silva da Samurai Black TV disse que o título foi perdido na partida da ida quando o Aruko vencia por 3 a 0 e cedeu o empate, e foi bem isso. 

Agora só resta curtir a ressaca da derrota e trabalhar para daqui a seis meses entrar em campo de novo, só que na primeira divisão; lá as dores de cabeça serão decisivamente maiores tanto para Foz quanto para o Aruko.

Reveja a partida com transmissão da Samurai Black TV, a tv do Aruko, que foi comandada por Marcelino Silva, 

que também é responsável pelos comentários, que teve reportagens de Ivaldo Maciel e narração de Marcelo Henrique Galdioli.