“Aguardamos Lei para podermos aplicar reajuste do piso dos professores municipais”, afirma Wlademir Garbuggio

"Aguardamos Lei para podermos aplicar reajuste do piso dos professores municipais", afirma Wlademir Garbuggio

“Temos que seguir a legislação”, afirma o prefeito de Sarandi em exercício, Wlademir Garbuggio. “Temos que aguardar enquanto não houver uma Lei determinando que o percentual a ser pago aos professores municipais, e que além disso indique recursos para pagarmos, tudo isso sem que sejamos responsabilizados por superarmos o limite prudencial em gastos com salários”, explica o prefeito. “No caso de Sarandi, a municipalidade já repassou 16,52% para todos os servidores que obviamente serão deduzidos dos 33,24% que o Governo Federal pretende determinar para o aumento do novo piso do Magistério”. Garbuggio lembra que a data base dos professores acontece em maio e que até lá é preciso que o Governo Federal indique soluções adequadas para garantir recursos e legalidade. 

No dia 28 de janeiro, o Governo Federal anunciou um reajuste de 33,24% para o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Foi a maior correção, desde que a Lei do Piso entrou em vigor, em 2008. Com a aplicação do índice, o valor de ingresso na carreira, em 2022, será de R$ 3.845,63. De acordo com o Ministério da Educação, 1,7 milhão de docentes serão beneficiados pela medida, em todo o País.  Acontece que o anúncio feito pelo Governo Federal pegou os prefeitos de surpresa porque foi feito através de uma Portaria assinada pelo Presidente da República, documento que não tem força de Lei, e que bem por isso, não vem acompanhado de um regulamento de atuação e nem de indicação precisa de recursos para que possa ser implantada sem que o ônus do aumento fique para os municípios. Os prefeitos dizem que caso o aumento não vem acompanhado de receita, os municípios poderiam ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal e o limite providencial de salários.

Ontem, 4, no auditório Hélio Moreira em Maringá, durante a primeira reunião anual dos prefeitos da Amusep, o recém empossado presidente da Associação, Fernando Brambilla, prefeito de Santa Fé, disse em entrevista a O FATO MARINGÁ “que nenhum dos 30 prefeitos da Amusep é contra o aumento para os professores”, mas que a orientação da Confederação Nacional dos Municípios – CNM – e aplicar o reajuste usando o índice do INPC, (10,16%), ou a percentual que concederem à todo o funcionalismo público desde que o índice seja maior no segundo caso. 

Na reunião de hoje, os prefeitos decidiram que por enquanto vão aguardar que o Governo Federal edite uma Medida Provisória (MP) ou encaminhe Projeto de Lei para o Congresso Nacional para regulamentar o porcentual de reajuste do piso salarial dos professores da educação básica e determinar a fonte de receita para garantir o pagamento dos novos valores.  

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*Prefeitos da Amusep decidem aguardar regulamentação do índice de reajuste do piso salarial dos professores

*“Não somos contra o novo piso do professores, mas Congresso e Governo Federal precisam indicar de onde virão os recursos, dIz Fábio Chicaroli, prefeito de Lobato 

* “Não somos contra o novo piso do professores, mas Congresso e Governo Federal precisam indicar de onde virão os recursos, dIz Fábio Chicaroli, prefeito de Lobato

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